segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vegetarianos no Peru e na Bolívia – (parte 1:Cusco)



A preocupação principal de um vegetariano que viaja para qualquer lugar é sempre a mesma: onde e o que vou comer?

Conosco não foi diferente. A dúvida já começa no avião. Como fui sem reserva, não tive direito a optar pelo tipo de refeição servida a bordo, e apesar de estar na torcida para que tivesse um prato extra para mim durante o vôo, achei melhor me prevenir levando um pequeno lanchinho. Claro que não havia um prato vegetariano extra, o máximo que consegui foi uma omelete para acompanhar meu lanchinho...

A cidade de Cusco é maravilhosa e como o fluxo de turistas estrangeiros por lá é absurdo, há muitas opções vegetarianas. O restaurante Aldea Yanapay tem uma proposta social muito bacana (www.aldeayanapay.org) e apesar de não ser inteiramente vegê, tem um cardápio separado para nosotros. O clima é gostoso, os pratos caprichados e foi o melhor mate de coca que tomamos durante toda a viagem, com limão. A única ressalva foi termos pedido Yuka com Salsa, achando que era algo muito diferente e quando a garçonete trouxe o prato percebemos que nada mais era do que mandioca frita com molhos...

A maior parte das nossas refeições foi feita no vegetariano El Encuentro (http://restaurantelencuentro.blogspot.com) Comemos muito bem por muito pouco. O PF deles chama-se menu e é composto por uma sopa de entrada e o segundo, que é o prato principal, por 6 soles (algo em torno de 5 reais). O clima é gostoso, gente do mundo todo, os garçons atenciosos e sempre dispostos a nos explicar os ingredientes que não conhecíamos. Conhecemos e encontramos pessoas bacanas comendo por lá. Depois de Machu Picchu, foi a melhor descoberta que fizemos ... : )

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Férias

Olá,
após umas férias entre Peru e Bolívia, estou retomando os cursos e as postagens.

Forma de Abóbora e Ricota (ou Tofu)

200g de ricota fresca
2 colheres (sopa) de iogurte
2 colheres (sopa) de castanha do Pará
500g de abóbora japonesa em cubos
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola pequena ralada
1 colher (sopa) de farinha de trigo
Sal, azeite, salsa e óleo para untar

Modo de preparo:
1. Leve a abóbora para cozinhar em banho-maria;
2. Enquanto isso, em uma tigela, amasse bem a ricota e tempere com o iogurte, as castanhas, azeite, salsa e sal. Reserve.
3. Amasse a abóbora cozida, e em uma panela leve a cebola para dourar com o azeite. Junte a farinha, cozinhe por alguns instantes e junte a abóbora.
4. Mexa até formar um purê consistente, desligue o fogo e junte salsa.
5. Forre uma forma de bolo inglês com papel alumínio, unte com óleo e coloque metade do purê. Distribua o recheio de ricota, e cubra com o restante da abóbora.
6. Leve ao forno moderado por cerca de 20 minutos, retire e desenforme.
Rende 6 porções.

terça-feira, 17 de março de 2009

Menos açúcar - Manga com Maracujá

Já postei aqui sobre minha dificuldade em parar de comer doces. Pois é, tudo nesta vida pode mudar...
Estou correndo no parque diariamente e já percebi que posso sim ficar sem comer açúcar. Hoje já consigo ficar alguns dias sem comer sobremesa ou lanchinhos e se como algum docinho, acho que tem açúcar demais!
Para aproveitar o finalzinho da safra da manga, aqui vai uma forma fácil e rápida de preparar uma sobremesa gostosa e sem açúcar:

Esta receitinha está na edição deste mês da Revista dos Vegetarianos, junto com mais 5 outras receitas minhas.

Manga assada com Maracujá1 Manga média em cubos
1 Maracujá azedo

Modo de preparo:
Em um refratário, disponha as fatias de manga e regue a polpa do maracujá.
Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 15 minutos.
Sirva frio ou quente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Óleo de cozinha - Receita Arroz Integral

Os brasileiros de modo geral utilizam muito óleo para cozinhar. Além de muita fritura, usa-se óleo até quando não há necessidade alguma, e em quantidade acima do necessário.

Mas qual óleo utilizar?

Por recomendação médica (por ser vegetariana) utilizo o óleo de canola. Uso também o azeite de oliva para refogar alguns pratos. (Para vocês terem idéia de como uso pouco, uma garrafa de óleo de canola aqui em casa dura meses...)

A verdade é: quanto menos consumirmos óleo refinado, melhor. Além de ser um produto altamente industrializado, precisamos pensar na questão ambiental que envolve sua fabricação.(Já me questionaram se a canola é transgênica, qual marca consumir mas isso fica para outro tópico)

Para ilustrar a não necessidade de óleo em todos os pratos, segue minha receita de arroz integral:
1 copo de arroz integral agulhinha (pode ser cateto)
2 ½ copos de água (se for cateto use 3)
Sal e tempero a gosto (alho picado, cebola picada, ervas...)

Leve tudo para cozinhar em panela tampada e fogo bem baixo. Quando secar a água, veja se está macio e do seu agrado. Se preferir mais cozido, coloque mais água.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vida é movimento!

Como nas receitas que sempre passo, gosto do caminho mais fácil, de não ter trabalho, do que é prático... Tenho certa preguiça de fazer o difícil e trabalhoso.
Mas muitas vezes isso não é possível.

O caminho do desenvolvimento pessoal é longo, por vezes parece que não vamos dar conta. Mas descobri que “pegar a estrada” e trilhar o caminho que considero verdadeiro, é muito prazeroso. Por mais obstáculos que existam, é vencê-los que faz a vida ficar divertida!

Portanto, não tenha medo ou vergonha de começar novamente... por mais difícil que pareça, é sempre possível quando ouvimos o chamado do coração.

A receita que segue abaixo é de Pão Integral. Simples, mas exige dedicação, paciência e tempo... assim como a vida. Você vai perceber no entanto que todo o esforço é recompensado quando sentimos o cheirinho que vem do forno!
Desejo um ótimo 2009 à tod@s! Agradeço pelos contatos e pela oportunidade de partilhar com vocês o pouco que sei.

Pão integral

Ingredientes:
1 tablete de fermento biológico fresco
1/2 copo de água morna
2 ½ copos de farinha de trigo branca
2 ½ copos de farinha integral fina
1 copo de aveia
¼ de copo de semente de linhaça
¼ de copo de óleo
1 ½ copos de água morna
1 colher rasa (sopa) de sal marinho
farinha branca para sovar

Modo de fazer:
1. Em um recipiente grande, dissolva o fermento com ½ copo de água morna e acrescente farinha branca aos poucos, misturando sempre, até atingir consistência de massa de bolo. Cubra com um pano e reserve.
2. Enquanto isso faça a mistura dos ingredientes secos, em uma tigela grande.
3. Quando a mistura de fermento dobrar de tamanho, acrescente o óleo, a água e junte aos ingredientes secos.
4. Misture bem e coloque em superfície polvilhada com farinha para sovar.
5. Sove a massa até chegar ao ponto de pão; cubra e deixe dobrar de tamanho.
6. Modele os pães e deixe crescer novamente.
7. Enfeite com sementes de girassol e/ou gergelim.
8. Asse em forno pré aquecido, em temperatura alta, até dourar.

Rende 2 pães grandes (se forem modelados em formas)

Dica: depois de sovar, coloque uma bolinha da massa dentro de um copo d’água cheio. Quando a bolinha boiar, a massa estará pronta para ser sovada novamente ou ir ao forno.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Açúcar e Sobremesa Alternativa

Impressionante! Há muito tempo tenho tentado diminuir a quantidade de açúcar ingerido, mas até agora não tive êxito. Sou incapaz de ficar com “apenas um pedacinho”.
Para os que passam pelo mesmo desespero que eu, algumas dicas.
O primeiro passo para a cura é reconhecermos que somos viciados. Saber sobre os malefícios do consumo exagerado ajuda e para isso há dois livros bem bacanas: “Sugar Blues”, do Willian Dufty e “Sem açúcar com Afeto”, da Sonia Hirsch ( leitura bem agradável, quase como um docinho...)
Quando a gente começa a analisar os rótulos dos alimentos, percebemos que a ingestão zero de açúcar (branco/refinado) só é possível quando não utilizamos produtos industrializados. Informação importante: quando pegamos uma lista de ingredientes num rótulo, a ordem é decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente listado é o que está em maior quantidade no produto e assim por diante. Já olharam o rótulo de uma barra de chocolate? Advinha quem é o primeiro da fila? O único chocolate que consta massa de cacau em primeiro lugar são os amargos de boa qualidade (como Kopenhagen). Se meu vício fosse chocolate eu conseguiria ficar com uma barrinha de amargo...
Enfim, segue uma receitinha para ajudar um pouco nessa compulsão, à base de abacate (aliás, gordura de excelente qualidade, calorias super “do bem”, merece outro tópico). As medidas são aproximadas, teste e faça da maneira que achar mais apropriado:
Creme de Abacate com Ameixas
10 ameixas pretas
1 abacate
2 colheres de sobremesa de cacau em pó (sem cacau também fica ótimo)
Melado de cana (só se for muito necessário)
Modo de preparo: Deixe as ameixas de molho até amolecer, pique bem e misture ao abacate, juntando também o cacau (pode bater tudo no processador).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Trigo, Segurança Alimentar, Conforto e Novas receitas: Mingau de Aveia e Tapioca

Estamos em um período propício para repensarmos nossa alimentação: a alta dos preços dos alimentos e a escassez do trigo.
O Brasil importa 70% do trigo que é consumido e os 30% que são plantados por aqui parece não ter qualidade boa, pois o clima e a altitude não favorecem a cultura.

Somos muito dependentes de um alimento que não produzimos e isso não soa muito seguro. Qualquer mudança na política de exportação dos países produtores de trigo, afetada nosso dia-a-dia. Em que momento da nossa história o trigo entrou para ser a base da nossa alimentação? Nós, que já tínhamos alimentos importantes como fontes de energia (mandioca, inhame, milho, pinhão), só para variar, sucumbimos ao ideal estrangeiro. O pão francês é calórico, não tem vitaminas e minerais, e não sustenta até a hora do almoço, como o cuscuz por exemplo.

Sou suspeita para propor qualquer alteração em nosso café da manhã, pois sou viciada em pães de qualquer tipo. Mas sinceramente, já estou achando bem interessante sair do conforto da alimentação conhecida, do mesmo café da manhã de sempre, quase automático. E esse é um exercício diário, não permitir mais que um acontecimento tão importante como o ato de me alimentar seja mecânico. Minha sugestão: conheça novos sabores e texturas, essa é uma forma de autoconhecimento, experimente variar o que é posto para dentro do seu corpo. Perceba como você reage a esse alimento novo, como fica a sua digestão.

Abaixo seguem duas receitas que já estão fazendo parte do meu dia-a-dia. A mandioca, além de poder ser consumida cozida com azeite, manteiga, sal, geléia ou melado, fica maravilhosa como Tapioca, para fornecer energia no começo do dia. E a aveia, em versão mingau para adultos veganos.

Mingau de aveia com frutas
Misture ½ xícara de aveia em flocos com 1 xícara de água. Leve ao fogo baixo, mexendo até dar o ponto de mingau. Junte melado, castanhas, frutas frescas e secas a gosto. Alimenta e não dá vontade de comer mais nada!

Tapioca
Receita básica para goma:
500g de polvilho doce
1litro de água
Modo de preparo:
1. Junte o polvilho com a água em uma tigela grande. Aguarde por aproximadamente 2 horas.
2. Escorra a água e coloque a goma que ficou no fundo da tigela para secar num pano de prato limpo e seco.
3. Após 1 hora os torrões podem ser peneirados e estão prontos para uso.
Rende aproximadamente 10 tapiocas
Preparando a Tapioca:
1. Aqueça uma frigideira de 20 cm e peneire 4 colheres (sopa) de goma;
2. Com uma escumadeira, espalhe CUIDADOSAMENTE a goma pela frigideira. Mantenha o fogo bem baixo, até a tapioca soltar da panela.
3. Coloque o recheio até a metade e dobre a tapioca ao meio, formando uma meia lua.
Aguarde um pouco para aquecer o recheio, tomando cuidado para não queimar.